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Assunto – ESPÍRITO E MATÉRIA

I)           Espírito e Matéria

 

– Livro dos Espíritos

21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele num certo momento?

 Só Deus o sabe. Há, entretanto, uma coisa que a vossa razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e de caridade, jamais esteve inativo. Qualquer que seja a distância a que possais imaginar o início da sua ação, podereis compreendê-lo um segundo na ociosidade?

22. Define-se geralmente a matéria como aquilo que tem extensão, pode impressionar os sentidos e é impenetrável. Essa definição é exata?

 Do vosso ponto de vista, sim, porque só falais daquilo que conheceis. Mas a matéria existe em estados que não percebeis. Ela pode ser, por exemplo tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão nos vossos sentidos: entretanto, será sempre matéria, embora não o seja para vós.

22 -a) Que definição podeis dar da matéria?

 A matéria é o liame que escraviza o espírito; é o instrumento que ele usa, e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua ação.

Comentário de Kardec: De acordo com isto, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário com a ajuda do qual e sobre o qual o espírito atua.

23. Que é espírito?

 O princípio inteligente do universo.

23 – a) Qual é a sua natureza íntima?

 Não é fácil analisar o espírito na vossa linguagem. Para vós, ele não é nada, porque não é coisa palpável; mas para nós, é alguma coisa. Ficai sabendo: nenhuma coisa é o nada e o nada não existe.

24. Espírito é sinônimo de inteligência?

—A inteligência é um atributo essencial do espírito; mas um e outro se confundem num princípio comum, de maneira que, para vós, são uma e a mesma coisa.

25. O espírito é independente da matéria, ou não é mais do que uma propriedade desta, como as cores são propriedades da luz e o som uma propriedade do ar?

 São distintos, mas é necessária a união do espírito e da matéria para dar inteligência a esta.

25 – a) Esta união é igualmente necessária para a manifestação do espírito. (Por espírito entendemos aqui o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades designadas por esse nome.)

— É necessária para vós. porque não estais organizados para perceber o espírito sem a matéria; vossos sentidos não foram feitos para isso.

26. Pode-se conhecer o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?

 Pode-se, sem dúvida, pelo pensamento.

27. Haveria, assim, dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?

 Sim e acima de ambos, Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material é necessário ajuntara fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espírito possa exercer alguma ação sobre ela Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considerá-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria não haveria razão para que o espírito não o fosse também. Ele esta colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria e matéria; suscetível em suas inumeráveis combinações com esta, e sob a ação do espírito de produzir infinita variedade de coisas, das quais não conheceis mais do que uma ínfima parte. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se serve, é o princípio sem o qual a matéria permaneceria em perpétuo estado de dispersão, e não adquiriria Jamais as propriedades que a gravidade lhe dá.

27 – a) Seria esse fluido o que designamos por eletricidade?

 Dissemos que ele é suscetível de inumeráveis combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que é, propriamente falando, uma matéria mais perfeita, mais sutil, que se pode considerar como independente.

28. Sendo o espírito, em si mesmo, alguma coisa, não seria mais exato, e menos sujeito a confusões, designar esses dois elementos gerais pelas expressões: matéria inerte e matéria inteligente?

As palavras pouco nos importam. Cabe a vós formular a vossa linguagem, de maneira a vos entenderdes. Vossas disputas provêm, quase sempre, de não vos entenderdes sobre as palavras. Porque a vossa linguagem é incompleta para as cosias que não vos tocam os sentidos.

Comentário de Kardec: Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria sem inteligência e um princípio inteligente independente da matéria. A origem e a conexão dessas duas coisas nos são desconhecidas. Que elas tenham ou não uma fonte comum e os pontos de contato necessários; que a inteligência tenha existência própria, ou que seja uma propriedade, um efeito; que seja, mesmo, segundo a opinião de alguns, uma emanação da Divindade, — é o que ignoramos. Elas nos aparecem distintas, e é por isso que a consideramos formando dois princípios constituintes do Universo. Vemos, acima de tudo isso, uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que delas se distingue por atributos essenciais: é a esta inteligência suprema que chamamos Deus

 

 Matéria e Espírito - livro Além da Matéria

Joseph Gleber (espírito) e Robson Pinheiro

 

A MATÉRIA E O ESPÍRITO SEMPRE foram objeto de discussões e controvérsias. A matéria ou o mundo material oferece ao homem elementos quase infinitos de investigação. No mundo de matéria densa, o intelecto encontra meios de se desenvolver, através do estudo das leis físicas, que coordenam toda a fenomenologia do plano físico. O mundo material, porém, é apenas o reflexo de uma outra realidade. Podemos dizer que ele é a condensação do mundo energético.

Quando se está prisioneiro do escafandro de carne, o peso da matéria densa exerce influência poderosa sobre o ser. Depressa essa influência se fortalece, de acordo com o desenvolvimento do homem nas questões sociais, à medida que ele mergulha nos complexos problemas do cotidiano.

Tanta é a influência da matéria que o homem esquece que é um ser de natureza espiritual, transcendente. Nasce, move-se e alimenta-se em meio a uma multidão de fenômenos próprios do mundo físico e, embora as demonstrações da vida que se desdobra além da matéria, o homem teima em continuar com os olhos vendados.

Por toda parte enxameiam os fenômenos do mundo extrafísico. A própria ciência humana já progrediu de tal forma que passou a estudar também as vibrações que estão além das faixas perceptíveis à visão material.

O mundo do imponderável desdobra-se diante dos instrumentos da moderna tecnologia. Desafiando a visão estreita dos materialistas, vemos cada vez mais o bisturi da ciência aprofundar-se nas entranhas da vida, com a investigação da fenomenologia psíquica, paranormal e energética.

As provas cada vez mais perceptíveis às investigações humanas se multiplicam em toda parte. É a vitória do espírito. Os modernos estudos da psicologia abrem novas portas para a realidade transcendente do ser. O ser humano, pela nova visão, perde a característica de massa puramente material ou de um agregado de células físicas, ressurgindo, nas pesquisas modernas, como um ser complexo, de princípio espiritual.

Em um extraordinário amálgama interativo das mais importantes pesquisas científicas do século, impõe-se o Espiritismo com um caráter impressionante de expansão do pensamento. Pioneiro de uma ciência espiritual, dedica-se ao conhecimento da vida extrafísica, à pesquisa do ser, de uma forma integral, abrindo novos e largos horizontes ao pensamento contemporâneo.

Em seus estudos e postulados, elaborados pela visão moderna e ainda não superada de Allan Kardec, como intérprete das consciências sublimes, o Espiritismo amplia a visão da vida orgânica, que se desdobra além e antes do corpo físico.

Oferece a mais valiosa contribuição para o estudo dos fenômenos anímicos e espirituais. A Doutrina Espírita apresenta a sua visão do homem eterno, na mais vasta e profunda sistematização dos fenômenos de ordem extrafísica, inerente muitas vezes à constituição psíquica do homem. Os estudos espíritas apontam uma nova visão, científica, da alma humana.

Revelando a existência de campos de energia que compõem o corpo espiritual, antecipa-se à própria ciência, quando apresenta a realidade de outra dimensão da vida. Ao falar do perispírito, também conhecido como psicossoma ou corpo astral, apresenta com extraordinária sensibilidade a realidade holística, pois o perispírito contém elementos imponderáveis, responsáveis pelo inter-relacionamento dos seres em diversas estâncias do universo.

A matéria perde a sua importância máxima e integra-se ao mundo invisível, transformada, agora, em fluidos mais ou menos sutilizados. A energia confunde-se com outras vibrações do universo, e a vida espiritual alimenta tudo e todos. Um sopro renovador invade os laboratórios de pesquisas da ciência humana, preparando o homem para assumir o seu papel na criação. É o nascimento de uma nova era, a era da nova consciência.

O espírito vence as últimas barreiras da matéria, e a energia vibra entre os fenômenos e manifestações da vida material. Mesmo diante das modernas descobertas cientificas, das pesquisas e dos avanços da psicologia moderna, o homem não consegue se sentir plenamente feliz. Os seus valores espirituais se apresentam em crise, e a sociedade, que é o corpo da civilização, encontra-se desestruturada.

Desde que nasce para a vida, no momento da concepção, em que é lançado fora do ninho materno, onde encontrou abrigo pelo período de nove meses, o homem enfrenta desafios que só com o tempo poderá aprender a superar. Com esse tempo, que passa veloz na sucessão das experiências terrestres, o homem receia desestruturar-se.

Tem à sua frente a insensibilidade da vida contemporânea, em que a tecnologia assume papel cada vez mais preponderante; sente-se reduzido a simples espectador de idéias e conceitos concebidos em laboratórios, por um seleto grupo de indivíduos.O ser humano  comum é obrigado a adaptar-se constantemente, em face do grande volume de mudanças, bem como da enorme velocidade com que se apresentam.

Com o jogo de reações ante os fatores sócio mesológicos e a complexidade da vida atribulada, o homem encontra ainda outras razões, provenientes do seu passado espiritual, que na presente existência respondem também pela atribulação e infelicidade. É preciso transcender a matéria e os intrincados problemas da vida material. Tudo no mundo físico é impermanente.

 

A mensagem espírita é para a renovação do homem interior. É um apelo à transcendência do ser, a fim de que o homem supere os limites da matéria e se eleve às culminâncias da espiritualidade, vivendo intimamente o amor pleno.

 

Matéria e Espírito - livro Além da Matéria

Joseph Gleber (espírito) e Robson Pinheiro

 

Espiritismo: Allan Kardec, em suas observações, apresentou o Espiritismo como eminentemente progressista. Sua visão pode ser considerada extremamente atual, uma vez que, com a elegância que lhe era peculiar, já falava da importância de se formarem livres-pensadores.

 

O Espiritismo é apresentado como uma nova etapa do conhecimento e da iniciação espiritual da humanidade, pois vulgariza os ensinamentos dos templos e ordens místicas, traduzindo-os para a linguagem ocidental contemporânea.

 

Corpo astral: O autor espiritual faz uma referencia ao corpo espiritual e suas diversas denominações. Ele o faz de forma didática, para facilitar a compreensão dos leitores, sem se preocupar em utilizar uma linguagem estritamente ortodoxa.

 

Impermanente: Este conceito, adotado pelas diversas escolas do pensamento espiritualista ainda hoje, é compartilhado pela ciência. Diante da nova visão holística, a ciência descobre que a matéria é o resultado da coagulação da luz ou energia coagulada, e a energia é matéria em estado de expansão. Nada permanece estático no mundo. Há constante renovação e transformação na natureza


                 

 

 

 III)  LÉON DENIS

Não há efeito sem causa; nada procede do nada. Esses são axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se constata em cada um de nós a existência de forças e de poderes que não podem ser considerados como materiais, há a necessidade, para explicar sua causa, de se chegar a uma outra fonte além da matéria, a esse princípio que chamamos alma ou espírito.

Quando, descendo ao fundo de nós mesmos, querendo aprender a nos conhecer, a analisar nossas faculdades; quando, afastando de nossa alma a borra que a vida  acumula, o espesso envelope de preconceitos, erros e sofismas que têm revestido nossa inteligência; penetrando nos recessos mais íntimos de nosso ser, encontramo-nos face a face com esses princípios augustos sem os quais não haveria grandeza para a humanidade: o amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso.

Esses princípios, que se encontram em diversos graus, tanto entre os ignorantes quanto entre os homens de gênio, não podem vir da matéria, desprovida que está de tais atributos. E se a matéria não possui essas qualidades, como poderia formar, sozinha, os seres que delas são dotados? O senso do belo e do verdadeiro, a admiração que sentimos pelas grandes e generosas obras, não poderia ter a mesma origem que a carne de nossos membros ou o sangue de nossas veias. Está lá, na sua maior parte, como os reflexos de uma luz sublime e pura que brilha em cada um de nós, da mesma forma que o sol se reflete sobre as águas, quer estejam perturbadas ou límpidas.


Em vão se pretende que tudo seja matéria. E apesar de que ainda que nos ressintamos de poderosos impulsos de amor e de bondade, já conseguimos amar a virtude, o devotamento, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das coisas e das leis nos penetra, nos arrebata. E, com tudo isso, nada nos distinguiria da matéria?
Sentimos, amamos, possuímos consciência, vontade e razão e procederíamos de uma causa que não encerra essas qualidades em nenhum grau, de uma causa que não sente, não ama nem conhece nada, que é cega e muda?

Superiores à força que nos produziu, seríamos mais perfeitos e melhores que ela!
Uma tal maneira de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito.

Dizendo ainda mais exatamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a pós a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso.

O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além do túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites.

Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.

 

     

Segundo O Livro dos Espíritos, há dois elementos gerais no Universo: Espírito e matéria e, acima de tudo Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Deus, Espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito [desencarnado] possa exercer ação sobre ela

 

1. ESPÍRITO

 

Segundo a Doutrina Espírita, o Espírito é o princípio inteligente do Universo, que tem como atributo essencial a inteligência. 

Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, assim como os corpos são a individualização do princípio material. São desconhecidos, porém, o modo e a época em que essa formação se operou, mas a criação dos Espíritos é constante.

Muitas pessoas pensam que os Espíritos são seres vagos e indefinidos. No entanto, o Espiritismo nos explica que são seres humanos que vivem no Plano espiritual, tendo como nós um veículo de manifestação, fluídico e invisível no estado normal, denominado perispírito.  Este veículo serve de molde para a elaboração do corpo físico.

A existência dos Espíritos não tem fim, pois, a partir do momento em que fomos criados, viveremos eternamente. “Todo Espírito tem uma forma definida, com coloração e brilho específicos, conforme o seu grau evolutivo”.  A matéria não oferece obstáculos ao Espírito, que passa através de tudo: ar, água, terra, fogo etc. Os Espíritos não estão todos num mesmo plano evolutivo, pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado

É oportuno recordar que o Espírito, antes de atingir o estado de humanização, com pensamento contínuo, individualidade dotada de razão, transitou pelos reinos da natureza onde, sob a forma de princípio espiritual (ou mônada),  desenvolveu o aprendizado, lento e necessário, para cumprir a sua destinação. A evolução, nos dois planos da vida, ocorreu ao longo dos milênios, permitindo que o princípio inteligente pudesse transitar, livremente, nos reinos da natureza e se transformar em individualidade espiritual, dotada de razão.

Acredita-se que o princípio inteligente, sob  ação dos Espíritos Angélicos, originou os elementos precursores da vida no Planeta. Surgem, então, as primeiras moléculas que produziram aglomerados microscópicos, estáveis e capazes de autoduplicar. A partir daí organiza-se a vida mineral sob o impulso do princípio espiritual, determinando os traços futuros da vida orgânica, uma vez que, nos cristais, as moléculas estão orientadas por uma ordenação geométrica indicadora dos primeiros vestígios de reprodução, necessários à formação dos microrganismos celulares, dos vegetais e dos animais.

As reações proporcionadas pelo princípio inteligente nas moléculas primitivas resultaram na formação do protoplasma, estrutura essencial à manifestação da vitalidade nos seres vivos.  O protoplasma, constituído basicamente de proteínas, sendo de natureza geleificada, favorece o surgimento dos vírus, considerados o campo primacial da existência. Os vírus, formados de uma capa de proteína e de um código genético elementar, fornecem as bases para a organização unicelular de outros microrganismos. Surgem, então, as bactérias e as algas verde-azuladas, consideradas os primeiros microrganismos, formadas de células primitivas (procariotas),  que, num passo evolutivo seguinte, deram condições para o surgimento de seres possuidores de organização celular mais evoluída (seres eucariotas), uni e pluricelulares, tais como os microrganismos protozoários e fungos, as algas pluricelulares, os vegetais, os animais, inclusive o homem, de acordo com o esquema abaixo. 

 

 Princípio inteligente ou mônada    ð  Formação de moléculas primitivas    ð  Organização dos minerais    ð  Formação do protoplasma

ò

  Vírus 

ò

 Bactérias e algas verde-azuladas

 Protozoários, fungos e algas pluricelulares; vegetais e animais    ð   HOMEM 

 

Fazendo uma breve análise do processo evolutivo do ser humano, podemos identificar aquisições evolutivas que marcam a passagem do princípio inteligente nos reinos da natureza, nos planos físico e espiritual. Os quadros, inseridos a seguir, nos fornecem melhor entendimento do assunto:

QUADRO 1: O Processo de Humanização *

Ação do Principio Inteligente

Aquisição Evolutiva Resultante

Época aproximada

Reação entre os diversos gases da atmosfera primitiva.

Formação de minerais, cristais e rochas, resultante da atração química, base para a formação da matéria orgânica e do principio de reprodução.

3,9 bilhões de anos

Organização de complexos moleculares nas águas mornas e salgadas necessária à formação do protoplasma.

Ação nas moléculas precursoras da vida (metano, amônia, hidrogênio e vapor d’água), inaugurando os princípios de variedade química e a futura diferenciação dos seres da natureza.

3,5 bilhões de anos

Estabilidade e capacidade de autoduplicação dos complexos moleculares, devido à organização do protoplasma.

Surgimento dos vírus, marcando o nascimento do primeiro ser com vitalidade capaz de replicação.

3,0 bilhões de anos

Modificações significativas no protoplasma pela formação de células primitivas, contendo proteínas especializadas (enzimas), capazes de realizar funções específicas.

Aparecimento das bactérias e das algas verde-azuladas / seres celulares procariotas),  marcando a formação do primeiro ser vivo celular e o início de funções elementares de digestão, reprodução, respiração, excreção e motilidade. Inicio do sentido de morte e de vida.

2,5 bilhões de anos

Evolução da célula procariota  para célula eucariótica, contendo núcleo organizado e estruturas (organelas) especializadas no citoplasma (primórdios dos órgãos e sistemas).

Aparecimento dos seres eucariotas,  marcando o desenvolvimento de funções complexas, que serão realizadas por órgãos específicos nos seres mais evoluídos; delineamento das primeiras morfologias, encontradas nas plantas e nos animais.

2,0 bilhões de anos para os primeiros eucariotas e 1,0 bilhão de anos para os primeiros animais

Diferenciação significativa dos animais e plantas e formação de reinos, classes, famílias e espécies, devido é similitude ancestral. Surgimento de formas perispirituais  primitivas.

Surgimento de diversos grupos de animais vertebrados, dentro e fora da água, e de plantas. Nascimento dos répteis, insetos e aves. As funções nutrição, respiração, circulação sanguínea e linfática, reprodução, excreção, secreção glandular (hormônios) e estímulo neural (sistema nervoso) passam a ser executadas por órgãos específicos. A constituição do sangue humano resulta da substituição de uma molécula de cobre — existente no sistema circulatório dos insetos — por uma de ferro, e da associação desta molécula a uma proteína (globina). O pensamento dos animais, mesmo que mamíferos, é descontínuo.

De 600 a 65 milhões de anos, sendo que os primatas surgem no final desse período

Desenvolvimento de funções neurológicas e endócrinas, cada vez mais complexas em seres humanizados (hominídeos). Organização mais complexa do perispírito.

Aparecimento das faixas inaugurais da razão, pela manifestação do pensamento continuo e pela capacidade racional de saber escolher (livre arbítrio); o instinto é marcante nessa fase devido aos automatismos ancestrais, direcionados para a preservação da espécie A memória é acionada para favorecer o raciocínio e o aprendizado. Desenvolvimento acentuado das emoções e dos sentimentos com percepções primitivas de Deus, de si mesmo (do eu) e do outro (o indivíduo diferente do eu). Verticalização da coluna vertebral, aumento das circunvoluções cerebrais e aquisição de funções especiais em nível do córtex do cérebro. A evolução humana ocorre, de forma sistemática, nos planos físico e espiritual, marcando as distâncias evolutivas existentes entre os primatas mais evoluídos e o homem.

Primeiros ancestrais do Homem (australopitecos): 3.800 milhares de anos

Homo habilis: 1.800 milhares de anos 

Homo erectus: 1500 milhares de anos 

Homo sapiens(homem de Neandertal e Cromagnon): 200 milhões de anos 

Homo sapiens, sapiens da atualidade

* As informações constantes na coluna central deste quadro foram retiradas das obras citadas na bibliografia deste roteiro

 

 

QUADRO 2: A Evolução Humana

Ação do Princípio Inteligente, em ambos os Planos da vida, sob a supervisão de Espíritos Angélicos

DEUS

Criador Supremo,  fornece a vida.

SEMENTES DA VIDA

Semeadura do princípio da vida no nosso planeta, pelos Espíritos Angélicos.

MATÉRIA INORGÂNICA (COMPLEXOS MOLECULARES)

Agregações macromoleculares, precursoras do protoplasma.

PROTOPLASMA

Formação de proteínas, base da organização celular.

SURGIMENTO DOS VÍRUS

Primeiro ser com vitalidade.

BACTÉRIAS E ALGAS VERDE-AZULADAS

Primeiros seres vivos formados de células primitivas (procariotas)  — reprodução assexuada.

PROTOZOÁRIOS, FUNGOS E ALGAS PLURICELULARES

Primeiros seres vivos formados de células mais evoluídas (eucariotas)  — início da reprodução sexual, funções celulares complexas e elaboração das futuras morfologias corporais.

SURGIMENTO DE PLANTAS, DE ANIMAIS AQUÁTICOS E TERRESTRES

Aquisição de funções superiores, realizadas por órgãos específicos: nutrição, respiração, excreção, reprodução, sistema circulatório, secreção glandular (hormônios), estímulos neurológicos (sistema nervoso). Aparecimento do sangue.

ANIMAIS SUPERIORES (MAMÍFEROS E PRIMATAS)

Pensamento descontínuo, instinto pronunciado, desenvolvimento das emoções.

HOMEM

Faixas inaugurais da razão, pela manifestação do pensamento contínuo; capacidade para escolher (livre arbítrio), memorizar, aprender, sentir (emoções e sentimentos) e perceber (Deus, a si mesmo e o outro)

 

2. MATÉRIA

 

O Espírito para atuar, para agir, precisa de matéria, mesmo que seja sob a forma de energia. Matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação. Desse ponto de vista, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.

Este conceito precisa ser devidamente entendido, porque a concepção que temos de matéria está fortemente relacionada com aquilo que os nossos sentidos corporais captam. No entanto, os Espíritos desencarnados, a despeito de não possuírem corpo físico, estão rodeados por matéria e atuam sobre ela. Trata-se de uma matéria cujas moléculas vibram em outra dimensão.

Mesmo no mundo físico observamos que há grande dessemelhança, sob os aspectos da solidez, da compressibilidade, do peso e das múltiplas propriedades dos corpos, entre os gases atmosféricos e um filete de ouro, entre a molécula aquosa da nuvem e a do mineral que forma a carcaça óssea do globo! Que diversidade existe entre o tecido químico das variadas plantas que adornam o reino vegetal e o dos representantes não menos numerosos da animalidade na Terra! Entretanto, podemos estabelecer como princípio absoluto que todas as substâncias, conhecidas e desconhecidas, por mais dessemelhantes que pareçam, quer do ponto de vista da constituição íntima, quer pelo prisma de suas ações recíprocas, são, de fato, apenas modos diversos sob que a matéria se apresenta; variedades em que ela se transforma sob a direção das forças inumeráveis que a governam

A Doutrina Espírita nos esclarece que toda criação tem origem no fluido cósmico, que podemos entender como sendo o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.  A partir das modificações ocorridas no fluido cósmico é que surgem os corpos, substâncias e outras matérias existentes, tendo como origem uma matéria primitiva, também chamada de éter, cosmos, matéria cósmica ou matéria cósmica primitiva.

Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível […], extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da Imensidade, em serviço de Co-criação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa. Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade. (20)

Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para a Co-criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada. Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações macrocósmicas, que desafiam a passagem dos milênios. 

 

3. FLUIDOS

 

Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres. São-lhe inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria, as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo. Essas múltiplas forças, indefinidamente variadas segundo as combinações da matéria, localizadas segundo as massas, diversificadas em seus modos de ação, segundo as circunstâncias e os meios, são conhecidas na Terra sob os nomes de gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade.  Essas forças produzem, em consequência, movimentos vibratórios e ondulantes, denominados energia, que se expressa sob forma radiante, luminosa, calorífica, sonora ou eletromagnética.

Assim como só há uma substância simples, primitiva, geradora de todos os corpos, mas diversificada em suas combinações, também todas essas forças dependem de uma lei universal diversificada em seus efeitos e que, pelos desígnios eternos, foi soberanamente imposta à criação, para lhe imprimir harmonia e estabilidade

O fluido universal, embora de certo ponto de vista seja lícito classificá-lo como elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas […] 

O fluido cósmico universal, como princípio elementar do Universo, assume dois estados distintos:

a) o de eterização ou imponderabilidade [que não se pode pesar], considerando o primitivo estado normal

b) o de materialização ou ponderabilidade [que tem peso], que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados

Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo [fluidos ponderáveis] pertencem os do mundo visível [físico] e ao primeiro [fluidos imponderáveis], os do mundo invisível [espiritual]. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência, propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito

Finalmente, é importante assinalar que,  no estado de eterização [imponderabilidade], o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes

Concluindo, destacamos que o conhecimento da origem e da natureza do Espírito, do papel do perispírito, bem como das leis que regem a matéria e os fluidos, é de fundamental importância para a prática mediúnica. É que o médium, melhor entendendo os mecanismos da mediunidade, os fenômenos anímicos, as ações fluídicas e as influências obsessivas estará em condições de realizar com segurança a sua tarefa.

 

               GLOSSÁRIO

Algas

Seres celulares (procariotas e eucariotas), que vivem no fundo ou na superfície das águas doces e salgadas. W

Bactérias

Organismos microscópicos (microrganismos), unicelulares, sem clorofila, possuidores de células sem organelas diferenciadas, daí serem chamadas procariotas. Estão relacionadas a doenças e saúde humanas, bem como à produção de alimentos e à despoluição da natureza. W

Globulinas (globinas)

Classe de proteínas insolúveis na água, mas solúveis em concentrações fracas (diluídas) de sal de cozinha (cloreto de sódio). Possuem substâncias albuminoides podem ter ação protetora (imune) no organismo. Os anticorpos são imunoglobulinas. W

Moléculas

Agrupamento de átomos, eletricamente neutros, formando menor quantidade possível de compostos (sólidos e líquidos) ou de elementos gasosos, em condições normais. É parte diminuta de uma substância, maior que o átomo. W

Mônada

A mônada, princípio espiritual ou princípio inteligente, originou o Espírito.

Primatas

Ordem de mamíferos, que compreende o homem e os animais que se lhe assemelham (macacos). W

Proteínas

Compostos nitrogenados, não cristalizáveis, semelhantes entre si e com elevado peso molecular. Formam os constituintes dos tecidos e líquidos orgânicos, constando de: carbono, oxigênio, nitrogênio e, às vezes, enxofre, fósforo e iodo. Suas unidades básicas são os aminoácidos. W

Protoplasma ou bioplasma

Diz-se do líquido viscoso contido no interior das células vegetais e animais. Primeira substância química, formada a partir de elementos químicos dispersos na natureza, nos primórdios da vida. (Protoplasma, do grego protos = primeiro, plasma = formação). W

Reprodução assexuada

Tipo de reprodução elementar, sem formação de gametas. A reprodução por fragmentação de partes do organismo (cissiparidade) é assexuada. Alguns organismos monocelulares têm reprodução assexuada como, por exemplo, as bactérias e os protozoários. W

Reprodução sexuada

Forma em que a perpetuação das espécies se dá pela atuação conjunta dos gametas masculino e feminino. Na espécie humana, o espermatozoide é a célula masculina e o óvulo, o gameta feminino. A reprodução sexuada começa nos microrganismos (protozoários e alguns fungos). W

Vírus

Os menores microrganismos, visíveis apenas por meio de microscópios eletrônicos. Grande parte dos vírus possui uma capa proteica que protege o seu material genético. Os vírus estão relacionados à produção de doenças no homem, nos animais e nas plantas. W

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