Home Nossa História Contato Programação Localização
 

Qual a Eficácia da Prece?

A resposta a essa pergunta vai depender da posição de cada um em diversas questões relativas a Deus, sobretudo no que diz respeito à crença na sua existência e na interpretação dos atributos da divindade, variando então dos ateus, que não acreditam em Deus e, por conseguinte, nenhum valor dão à prece, passando pelos agnósticos, que reputam o absoluto como inacessível ou incognoscível ao espirito humano, para chegar aos teístas, que se dividem nos crentes irracionais e racionais, aqueles confiando cegamente até em milagres e os últimos fazendo toda crença passar pelo crivo da razão, como ocorre com o espírita.

Com quem estaria a 
razão?

Allan Kardec, através de interessante 
matéria intitulada Considerações sobre a prece no Espiritismo, afirma que a questão da prece foi de a muito discutida, para que seja inútil aqui repetir o que se sabe a respeito. Se o Espiritismo proclama a sua utilidade, não é por espírito de sistema, mas porque a observação permitiu constatar a sua eficácia e o modo de ação. Desde que, pelas leis dos fluidos, compreendemos o poder do pensamento, também compreendemos o da prece, que é, também, um pensamento dirigido para um fim determinado."

Mas, ainda assim poderíamos indagar se a 
prece é necessária, na medida em que muitas pessoas que não fazem nenhum tipo de prece, seja de louvor, de pedido ou de agradecimento, parecem permanentemente protegidas, enquanto que outras, que vivem rezando o tempo todo em templos, igrejas, casas e até nas ruas, enfrentam enormes dificuldades e aparentam que foram abandonadas pelo mais alto.

Na 
opinião de Kardec, não há dúvida de que a prece é "uma necessidade universal, independente das seitas e das nacionalidades”, porquanto, depois da prece, se a pessoa está fraca, sente-se mais forte e se está triste, mostra-se mais consolada, de forma que privá-la da prece seria tirar-lhe o “mais poderoso suporte moral na adversidade”.

Isto acontece porque o 
homem, através da prece, eleva sua alma e entra em comunhão com Deus, identifica-se com o mundo extra físico e se desmaterializa, obtendo uma condição essencial para sua felicidade futura, ao passo que, “sem prece, seupensamentos ficam na terra, ligam-se mais e mais às coisas materiais. Daí um atraso no seu adiantamento”. Acrescentando que é um grave erro acreditar que a prece tem apenas e unicamente uma idéia de pedido, o mestre ensina que o "respeito da Divindade é um ato de adoração, de humildade e de submissão, ao qual não se pode recusar, sem desconhecer o poder e a bondade do Criador”.

Não obstante essas ponderações de Allan Kardec; muitos 
espíritas pregam um Espiritismo sem prece, aos quais ele responde afirmando que o "Espiritismo deve as numerosas simpatias  que encontra às aspirações do coração, e nas quais as consolações que se obtém na prece entram com larga parte”. Uma seita que se fundasse na negação da prece, privar-se-ia do principal elemento de sucesso, a simpatia geral, porque, em vez de a elevar, rebaixá-la-ia. Se o Espiritismo deve ganhar em influência, é aumentando a soma de satisfações morais que proporciona. Que os que, a todo preço, querem o novo no Espiritismo, para ligar o seu nome a uma bandeira, esforcem‑se para dar mais que ele. Mas não é dando menos que o suplantarão. A, árvore despojada de seus frutos saborosos e nutritivos será sempre menos atraente que a que deles está carregada. É em virtude do mesmo princípio que sempre temos dito aos adversários do Espiritismo: o único meio de o matar é dar algo de melhor, mais consolador, que explique mais e mais satisfaça. “É o que ninguém ainda fez”. Sendo assim, a “rejeição da prece, por parte de  alguns crentes nas manifestações  espíritas”, deve ser considerada como uma opinião isolada, que pode ligar algumas individualidades, mas que jamais ligará a maioria. Seria erro imputar tal doutrina ao Espiritismo, desde que ele ensina positivamente o contrário."

Em outra passagem, Kardec aborda a polêmica reinante` em torno da 
prece nas reuniões espíritas, explicando que ela se destina a uma predisposição "ao recolhimento, à seriedade, condição indispensável como se sabe, para as comunicações sérias", mas isso não significa que "essas reuniões sejam transformadas em assembleias religiosas", pois "o sentimento religioso não é sinônimo de profissionalismo religioso; deve-se mesmo evitar o que poderia dar às reuniões esse último caráter."

Por tal 
razão, o codificador desaprovava constantemente "as preces e os símbolos litúrgicos", porque não podemos jamais "esquecer que o Espiritismo deve tender à aproximação das diversas comunhões" porquanto não é raro ver nas reuniões espíritas sérias a confraternização de representantes de diferentes cultos, motivo pelo qual "ninguém deve arrogar-se a supremacia. Que cada um em particular ore como entender; é um direito de consciência, mas numa assembleia fundada sobre o princípio da caridade, devem abster-se de tudo o que pudesse ferir susceptibilidades e tender a manter um antagonismo que ao contrário, é preciso esforçar-se par o fazer desaparecer. Preces especiais no Espiritismo não constituem um culto distinto, desde que não sejam impostas e cada um seja livre de dizer as que lhe convém. Mas elas têm a vantagem de servir para todos e não chocar ninguém."

Por outro lado é importante não nos esquecermos dos Espíritos em nossas vibrações mentais, pois para eles a "
prece é uma identificação de pensamentos, um testemunho de simpatia. Repeli-la é repelir a lembrança dos seres que nos são caros, porque essa lembrança simpática e benevolente é, por si mesma, uma prece. Aliás, sabe-se que os que sofrem a reclamam com instância, como um alívio à suas penas. Se a pedem, então é que dela necessitam. Recusá-la é recusar um copo d’água ao infeliz que está com sede."

Diante do exposto, parece e
vidente que a discussão acerca da eficácia ou ineficácia da prece tem sua raiz no desconhecimento da sua real natureza, pois ficou claro que a prece feita com recolhimento e sem ritual ou liturgia é um poderoso instrumento de elevação espiritual, possibilitando que a pessoa se aproxime de Deus, alinhe-se com o plano superior e progrida moralmente, sem contar que, quando ela é destinada aos semelhantes - encarnados ou desencarnados, amigos ou inimigos - será sempre uma saudável manifestação de simpatia, amizade e até de amor fraterno.

Home
Nossa História
Contato
Programação
Localização
Allan Kardec
Chico Xavier
Eventos
Informativos
Orientações
Plantão de Orações
Artigos
Grupo de Jovens
Solidariedade
Site Map